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Após acordo, greve da Suframa chega ao fim


Paralisação durou 56 dias e teve US$150 milhões de prejuízos


A greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) chegou ao fim na tarde desta quinta-feira (16/07). A decisão foi acatada durante assembleia do sindicato da categoria, em Manaus. Os servidores estavam com as atividades suspensas desde o dia 22 de maio, após a presidente Dilma Rousseff vetar o artigo nº 9 da Medida Provisória 660 (MP 660).

O polêmico veto da presidente envolvia o item 9, que tratava do reajuste de servidores federais, entre eles os da Suframa. O Sindframa cobrava a equiparação salarial com servidores de outras autarquias. Segundo eles, o valor pago pela Superintendência em Manaus chegava a ser até três vezes menor que em outras regiões.

De acordo com presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, a greve chegou ao fim porque o Governo Federal prometeu a parlamentares dos cinco estados de abrangência da autarquia negociar as reivindicações dos grevistas somente com o fim da paralisação. “Os parlamentares pediram um voto de confiança, e o Governo [Federal] prometeu solucionar o problema caso a greve acabasse”, contou ao Portal Amazônia.

Questionado se houve desmotivação do movimento grevista, o presidente do Sindframa nega e diz que os servidores não têm a intenção de prejudicar a sociedade. “Os servidores das Suframa querem uma solução. Apresentamos os nossos argumentos e decidimos dar um voto de confiança. Acreditamos que o problema pode ser solucionado”, explicou. “A sociedade só seria prejudicada com a continuidade da greve. Adotamos o recuo como estratégia para aguardar uma atitude do Governo”.

Durante os quase dois meses de paralisação, diversos setores da economia acumularam prejuízos. No comércio, o cálculo até o fim de junho ficou em R$ 70 milhões, segundo a Associação Amazonense de Supermercados (Amase). Na indústria, o prejuízo estimado em dólar pelo Centro das Indústrias do Amazonas (Cieam) chegou a US$ 150 milhões.


Fonte: Portal Amazônia