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Cheia do Rio Madeira passa de 70cm em ponto mais crítico da BR-364 em Rondônia


No quilômetro 158 da rodovia federal veículos pesados não passam. Atracadouro, que seria a solução imediata para a balsa, já foi inundado.


O quilômetro 158 da BR-364, sentido Porto Velho- Rio Branco, em Jacy-Paraná (RO), distrito da capital, é o mais crítico dentre os cinco pontos alagados nas rodovias federais no território de Rondônia. O trecho, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), tem lâmina d’água de 73 centímetros nesta segunda-feira (24) e está interditado para a passagem de todo tipo de veículo, inclusive carretas e caminhões bitrem. Nesta segunda, o nível do Rio Madeira saltou para 18,43 metros, de acordo com a Defesa Civil Estadual.

A situação caótica, classificada pelo Corpo de Bombeiros, levou as autoridades a iniciarem um retirada de cerca de duas mil famílias na região do Médio e Baixo Madeira, em Porto Velho. Desde que a marca histórica de 17,52 foi ultrapassada, mais de 1,8 mil famílias já foram retiradas de suas casas. Havíamos identificado uma lâmina de meio metro sobre esse ponto da rodovia, mas já subiu para 73 centímetros, o que tornou impraticável o tráfego de qualquer tipo de automóvel, afirmou o inspetor da PRF, João Bosco Ribeiro. A Sala de Gerenciamento de Crise manteve a decisão de recuar uma das três balsas que faz a travessia sobre o Rio Abunã, distante 230 quilômetros de Porto Velho, para garantir o transporte de alimentos, gás de cozinha e combustíveis ao Acre, além de outros produtos essenciais.

A embarcação, que também faria a travessia de veículos, vai utilizar um atalho de cerca de 70 quilômetros. Mas um atracadouro feito pelo Departamento Nacional de Infraestrutura terrestre (Dnit) e que seria a solução imediata para o transporte pela balsa, já foi inundado pela cheia. Temos que providenciar um outro elevado no mesmo local, disse Ribeiro.

A Defesa Civil de Porto Velho identificou outras 2 mil famílias que precisam ser retiradas de suas casas em 12 distritos de Porto Velho. Na região, conhecida como Médio e Baixo Madeira, já há reservados 21 abrigos públicos e a situação é considerada caótica, informou o diretor de Comunicação do Corpo de Bombeiros de Rondônia, coronel Gilvander Gregório. A cota do Rio Madeira aferida nesta segunda-feira (24) é de 18,43 metros e não há previsão de estabilidade ou redução, pelo menos nas próximas semanas, segundo o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). O número de famílias retiradas de suas casas passa de 1,8 mil, informou a Defesa Civil.

Ao G1, o coordenador da Defesa Civil de Porto Velho, José Pimentel, afirmou que as famílias desabrigadas somam 502, já as desalojadas que deixaram suas casas e buscaram apoio em casas de parentes ou amigos, são 1.306. Isso representa cerca de 18 mil pessoas atingidas pela maior cheia do Madeira, em Porto Velho e distritos, conforme cálculos das autoridades, que relacionam cinco membros para cada família.

Fonte: G1
Foto: Sérgio Vale/Secom Acre